ANÁLISE DE PRODUTOS DE PRECIPITAÇÃO E DE PREVISÃO POR CONJUNTO PARA O SUBSÍDIO A SISTEMAS DE PREVISÃO DE CHEIAS NA BACIA DO RIO SANTA MARIA DA VITÓRIA

Nome: FABRÍCIO RAIG DIAS LIMA

Data de publicação: 22/04/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
CARLOS RUBERTO FRAGOSO JÚNIOR Examinador Externo
JOSE ANTONIO TOSTA DOS REIS Examinador Interno
MINO VIANA SORRIBAS Coorientador

Resumo: Este trabalho avaliou o desempenho de produtos de precipitação por sensoriamento
remoto e de previsão por conjunto na bacia do rio Santa Maria da Vitória, no Espírito
Santo, com vistas a subsidiar a modelagem hidrológica chuva-vazão e as aplicações
em sistemas de previsão de cheias. Foram analisados os produtos CHIRPS, IMERG
e MERGE em comparação com dados pluviométricos observados, por meio de
métricas estatísticas contínuas e de contingência, em diferentes escalas temporais.
Adicionalmente, foram investigadas a variabilidade espacial da precipitação, a
representação de índices de extremos climáticos e a derivação de curvas Intensidade-
Duração-Frequência (IDF). Também foi realizada a avaliação da previsão
retrospectiva de precipitação do GEFS para eventos extremos. Os resultados
mostraram que o desempenho dos produtos variou conforme a escala temporal e o
tipo de aplicação. Na escala diária, o MERGE apresentou o melhor desempenho geral,
com maior equilíbrio entre correlação, erro e capacidade de detecção de eventos de
chuva, sobretudo no período chuvoso. Por essa razão, o produto MERGE foi escolhido
para a modelagem hidrológica contínua no HEC-HMS, na qual apresentou
desempenho satisfatório na simulação das vazões, reproduzindo de forma consistente
o comportamento geral das séries observadas, embora com tendência à
subestimação. O IMERG destacou-se nas escalas mensal e anual, com melhor
representação da variabilidade temporal de longo prazo, e apresentou maior
capacidade de reproduzir índices de extremos, especialmente aqueles associados à
magnitude e à frequência de eventos intensos. Para a derivação das curvas IDF, todos
os produtos tenderam a subestimar as intensidades máximas de precipitação em
relação aos dados observados, porém o CHIRPS apresentou o comportamento mais
consistente, com menor magnitude de viés e maior estabilidade entre os diferentes
tempos de retorno. Já o GEFS apresentou limitações na estimativa quantitativa da
precipitação extrema, com predominância de subestimativa, redução do desempenho
com o aumento do tempo de antecedência e elevada incerteza entre os membros do
conjunto. Conclui-se que os produtos avaliados apresentam potencial de uso em
aplicações hidrológicas, desde que consideradas suas limitações em cada escala.

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