AVALIAÇÃO DAS METODOLOGIAS PARA ESTIMAR EXPOSIÇÃO E DOSE INALADA EM POLUIÇÃO DO AR

Nome: RAÍ SILVÉRIO MACHADO

Data de publicação: 04/04/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
BRUNO FURIERI Examinador Interno
ELISA VALENTIM GOULART Presidente
ELSON SILVA GALVÃO Coorientador
LEONARDO HOINASKI Examinador Externo
NEYVAL COSTA REIS JUNIOR Coorientador

Resumo: A poluição do ar representa riscos significativos para a saúde humana, especialmente
para as crianças devido ao seu sistema imunitário imaturo e aos seus pulmões em fase de
desenvolvimento. O monitoramento assertivo das concentrações dos poluentes atmosféricos
é vital para estudos de impactos na saúde. Estações de monitoramento de local fixo (FSM)
são majoritariamente utilizadas para esse propósito na literatura, porém elas podem não
ser eficazes para capturar as informações da exposição em virtude de limitações quanto as
variações entre os ambientes externos e internos. Este estudo avaliou sete metodologias
para estimar a exposição pessoal em quatro bairros para dióxido de nitrogênio (NO2),
dióxido de enxofre (SO2) e ozônio (O3) e três metodologias para avaliar a e dose inalada
para NO2, SO2, O3 e material particulado com granulometria menor que 10 micrômetros e
menor que 2.5 micrômetros (PM10 e PM2.5, respectivamente). As fontes de dados incluem
estações FSM, modelos regulatórios de qualidade do ar (CMAQ e CALPUFF) e medições
diretas usando amostradores passivos (PS). Para aperfeiçoar as estimativas, foi aplicado
também um fator de correção (razão indoor-outdoor [I/O]). As sete abordagens avaliadas
para exposição foram: (i) medição direta usando PS, (ii) dados FSM apenas, (iii) dados
FSM com correção I/O, (iv) dados do modelo CMAQ apenas, (v) CMAQ com correção I/O,
(vi) dados do modelo CALPUFF apenas e (vii) CALPUFF com correção I/O, enquanto que
para dose foram apenas as que consideram correção I/O. Os resultados obtidos apontam
que os dados FSM com correção de I/O forneceram as estimativas de exposição mais
precisas para NO2 e SO2, melhorando a métrica FAC2 de 46% para 63% ao excluir dados
fora dos limites. Para O3, tanto o modelo FSM quanto o CMAQ foram os métodos mais
eficazes. Os resultados mostram a eficácia dos dados FSM corrigidos pelas razão I/O
para avaliações de exposição pessoal. No entanto, o modelo CMAQ também mostrou
precisão melhorada integrando a correção I/O, o que pode ser um método mais atrativo
em termos de custo para locais onde os dados FSM não estão disponíveis. Entre todos os
métodos, o modelo CALPUFF apresentou-se como o método menos eficaz para avaliações
de exposição pessoal e da dose inalada. Os resultados de dose inalada apontaram ganhos
no uso de modelos devido a capacidade de captar a variabilidade espacial que a FMS
não consegue. Essas descobertas destacam a importância de contabilizar a exposição em
ambientes internos e selecionar fontes de dados apropriadas ao estimar tanto a exposição
pessoal quanto a dose inalada para poluentes atmosféricos.

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